Efeitos tardios da quimioterapia em crianças com câncer

Para as crianças que estão em tratamento contra o câncer a terapêutica convencional é a quimioterapia. A quimioterapia é um método farmacológico eficaz que pode ser usado através de várias vias de administração, dependendo da característica do fármaco a ser aplicado, da localização e do tipo do tumor. Chamamos os medicamentos quimioterápicos de antineoplásicos.

Após as sessões de quimioterapia, durante os anos de tratamento, se faz necessária uma monitorização e acompanhamento dos efeitos pós-quimioterapia. Efeitos esses que podem levar algum tempo para aparecer ou até mesmo não aparecer, mas que são previsíveis.

A quimioterapia atinge as células doentes e também as saudáveis. Embora benéfica, pode acarretar alguns efeitos indesejados na saúde do paciente. Esses riscos tardios pós quimioterapia podem estar associados a vários fatores como: faixa etária, tipo de tratamento recebido e doses.

Dentre os efeitos mais comuns identificados estão: problemas ósseos, cardíacos e pulmonares, dificuldade de aprendizagem, dentre outros. As crianças quando tratadas do câncer na infância poderão apresentar esses efeitos na idade adulta. Além desses problemas, a maioria dos pacientes com o passar do tempo aparece com excesso de peso e aumento da pressão arterial, o que que contribui para o aparecimento de muitas doenças.

Na Casa Durval Paiva, a equipe multidisciplinar acolhe a família e o paciente, promovendo a assistência, pois para as crianças que estão em tratamento contra o câncer existe a possibilidade de desenvolver problemas emocionais e psicológicos. Embora o tratamento do câncer tenha avançado, a doença continua sendo um grande desafio, pois a terapêutica ainda promove o aparecimento dos efeitos adversos.

O acolhimento se faz necessário, uma vez que quanto maior o tempo de tratamento com a quimioterapia, maiores as chances de aparecimento de doenças a longo prazo ou precocemente. É necessário que, após o término das consultas, o paciente continue sendo assistido, para avaliar os possíveis níveis de toxicidade no mesmo.

Por Isabelle Medeiros Resende - Farmacêutica da Casa Durval Paiva

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