Práticas de combate ao Cyberbullying

Fábio Ferreira

Profissional de TI – Casa Durval Paiva

 

O termo bullying é derivado da palavra Bully oriunda do inglês, e que traduzida para o nosso idioma tem o significado de ‘valentão’. A prática do bullying se caracteriza por ações violentas, sejam elas verbais ou físicas. Essas atitudes agressivas têm como objetivo ofender, humilhar e agredir um indivíduo que, geralmente, não tem condições necessárias para se defender. 

Atualmente, esses eventos violentos ocorrem praticamente em todos os contextos e no mundo inteiro. É comum presenciarmos esse tipo de ocorrência em grupos sociais distintos, podendo ser no trabalho, entre vizinhos, família, amigos, universidades, dentre outros.

Apesar de, como já relatado, que esse fato se propaga globalmente, a sua incidência maior se dá entre crianças e adolescentes e, principalmente, no meio acadêmico, devido a vulnerabilidade de pessoas dentro dessa faixa etária.

Com o surgimento das redes sociais, surgiu uma variante desses atos, denominado de Cyberbullying, que seria a disseminação de conteúdo com caráter violento e ofensivo através da internet e outros meios tecnológicos.

As vítimas podem apresentar alguns sintomas, como: distúrbio do sono, problemas de estômago, transtornos alimentares e de ansiedade, irritabilidade, depressão, dor de cabeça, falta de apetite, além de pensamentos destrutivos, como o desejo de morrer, dentre outros; fatores que põem em risco a saúde de qualquer pessoa. 

Os pacientes atendidos pela Casa Durval Paiva, não estão imunes a este problema; sendo assim, durante as atividades da equipe psicopedagógica, onde as aulas de informática estão inseridas, adotamos políticas de conscientização, buscando atingir o objetivo de coibir essa questão, através da inserção de valores direcionados tanto aos nossos alunos, quanto aos seus responsáveis, possibilitando a identificação, a não prática e a defesa de possíveis eventos de  Cyberbullying.

 Algumas práticas simples podem ser adotadas, como por exemplo: instruir as crianças e adolescentes a não aceitar convites de estranhos nas redes sociais; comunicar imediatamente aos pais, caso seja vítima de agressão on-line e denunciá-lo ao site; evitar que exponham fotos e vídeos pessoais na rede, que possam vir a ser usados para montagens maldosas; instalar programas que controlem o acesso a determinados sites; monitorar os sites acessados por meio do histórico do navegador; ressaltando que ao se postar comentários ou e-mails agressivos na rede, o responsável poderá ser responsabilizado judicialmente.

Por Fábio Ferreira

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