Caminhos advindos do processo de luto: Festividades e reinserção social familiar

Culturalmente, há datas tradicionais envolvendo toda família. Dentre elas, o dia das mães, o dia dos pais e, para muitos, o grande dia de rever todos os familiares distantes: a noite de Natal. Como celebrar esses cerimoniais familiares após uma perda? Para muitas famílias, esse reaprender vem cercado de facetas.

Esse processo de aprendizado envolve toda a família, que deve respeitar os limites dos sobreviventes ao câncer infantojuvenil, sendo estes, vítimas de um estresse causado pela doença, seu tratamento, assim como o óbito do filho. Os primeiros anos tendem a ser os mais difíceis, pois a perda é recente.

Todo esse quadro pode ser alterado, em decorrência de uma gestação da mãe enlutada, o que vem se mostrando como um traço comum nas mães acolhidas na Casa Durval Paiva. A partir disso, essa mãe, que vem sendo acompanhada no processo de luto, é encaminhada para um serviço de pré-natal psicológico, uma vez que, essa gravidez no processo de luto envolve riscos aumentados de aborto, depressão e histeria pós-parto.

Sendo assim, faz-se necessário disponibilizar uma rede de apoio, para que essa família possa conseguir realizar um processo de reinserção social. Uma vez que, este familiar, juntamente com o paciente, é afastado de sua família e do convívio social comunitário.

Através dessa necessidade, é trabalhado juntamente com a rede de saúde e na política de fortalecimento de vínculos, respeitando os limites, ativando e encaminhado os pacientes, diante das suas necessidades e limites.

Por Ana Kariny Cabral Araújo - Psicóloga Casa Durval Paiva - CRP 17/4665

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