A importância do atendimento social no tratamento oncológico

O diagnóstico de um câncer não é nada fácil, pois, ainda hoje, carrega conotações e significados negativos, é como se fosse uma sentença de morte. No momento do acolhimento social, consegue-se apreender o medo e a angústia das famílias. Pois, após o fechamento do diagnóstico, os pacientes são encaminhados para a Casa de Apoio Durval Paiva, onde são acolhidos crianças e adolescentes com câncer e doenças hematológicas crônicas.

No primeiro contato, é de extrema relevância, uma escuta qualificada, pois, muitas vezes, até o silêncio do paciente e seu acompanhante fala muita coisa. A partir desse acolhimento e atendimento social, inicia-se o acompanhamento social, durante todo o processo de tratamento.

No cadastro do paciente, busca-se conhecer e compreender aspectos centrais da família, a saber: perfil socioeconômico, renda, composição familiar, condições de moradia, o que sabem sobre o diagnóstico e o tratamento. Trata-se de uma sondagem inicial, fundamental para um acompanhamento não só do serviço social, mas também de toda equipe multidisciplinar. Pois, esse é um trabalho realizado a muitas mãos.

Ao longo do tratamento, paciente e acompanhante ficam hospedados na casa de apoio e realizam diversos atendimentos sociais, como encaminhamentos, orientações sobre direitos do paciente e da família, benefícios sociais, além de articulação com a rede socioassistencial, fundamental para a viabilização dos seus direitos.

Os atendimentos sociais são estendidos às famílias, pois, na maioria das vezes, o tratamento contra o câncer é apenas um dos mais variados problemas enfrentados. É preciso lidar com as mais diversas expressões da questão social: violência, negligência, rompimento dos vínculos familiares, privação de direitos básicos como alimentos, moradia digna, dentre outras. O que evidencia o desafio cotidiano em lutar por garantia de direitos.

Nesse sentido, para lidar com as mais diversas situações e desafios cotidianos, é necessário o suporte de toda uma equipe, para acolher e atender pacientes e familiares. Cada um, dentro de sua especialidade, vai contribuir para um atendimento humanizado e digno, o que exige de cada um, dedicação e comprometimento ético.

Por Keillha Israely - Assistente Social Casa Durval Paiva - CRESS/RN 3592

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